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sábado, 1 de setembro de 2007

"NEM TUDO É FIBRO! PRECISAMOS SEMPRE INVESTIGAR"


A Síndrome da Fibromialgia tem sintomas diversos, e alguns deles pode ser as cólicas abdominais, intestinais, cólon irritável, constipação, as vezes ocasionando diarréias e vômitos.


Desde 1998, as cólicas abdominais e dores no ânus, dificultando a posição sentada principalmente, apareceram com dores insuportáveis. Em 2000, tive várias crises, ainda desconhecendo a existência da fibromialgia, portanto, a família me levou para o hospital, sendo que, para sorte minha, o médico clínico geral que me atendeu, acreditou nas dores, e investigou.


Passei o dia no pronto socorro, fizeram vários exames, de sangue, urina, exames radiológicos, investigaram todo a área do abdómem, e nada.


Mas como as dores eram insuportáveis, fiquei então internada por três dias, tomando soro com medicamentos para dores, injeções, e outras coisas mais.


O médico me deu alta, mas pediu que eu procurasse um procotologista, o que fiz em seguida, fiz um exame no consultório médico com Dra.Maria Lygia, bem conceituada em Santos, um exame muito chato, que dava para a Dra. visualizar pelo menos quinze centímetros pelo canal anal.


Informou então sobre a possibilidade de um nervo, chamado acho "pudedo", que provavelmente tinha perdido a elasticidade com os partos normais, e que eu precisaria, com certeza, fazer exercícios, talvez natação, para fortificá-lo.


As dores continuaram, acompanhadas de outras por todo o corpo, inclusive as fortes dores de cabeça, que me davam náuseas, hipersensibilidade à luz, e outras mil.


Descobri então, somente em 2001, que tinha a Síndrome da Fibromialgia e Fadiga Crônica, e até que saísse o diagnóstico e encontrasse os médicos que assumissem o problema, fiquei no Grupo da Dor no Hospital das Clínicas, em São Paulo, o que foi por demais degastante.


Comecei então o tratamento para a fibromialgia com as Dras. da Clínica da Dor, em minha cidade, as quais fizeram as primeiras consultas em minha casa, domiciliar, pois eu já não conseguia mais andar, me movimentar, mover os braços, mãos, um horror.


Entraram rapidamente com o tratamento medicamentoso e também os bloqueios, injeções de corticóides e outros, nos pontos dolorosos, paleativos que ajudam a diminuir as dores, para iniciar um tratamento que melhorasse minha qualidade de vida, tratamento esse que se arrastou até hoje, mas que conseguiram me colocar ao menos de pé, sair da cadeira de rodas e outras coisas boas mais (relato tudo através do blog http://meusquinzemetrosquadrados.blogspot.com/), onde estou postando, como posso, capítulos de dois livros Meus Quinze Metros Quadrados e Meus Casos. Através dele vocês poderão conhecer melhor a Maria Cristina e suas dores com a terrível Fibromialgia.


Na primeira semana de agosto de 2007, numa madrugada de domingo, tipo umas duas horas da manhã, após ter ingerido medicamentos para dormir, sentei um pouco diante da telinha, esperando o sono chegar e daí.... Iniciou-se então uma crise violenta de cólicas abdominais ou intestinais, não dava para identificar, mas para vocês mulheres, fica fácil entender. As dores são muito parecidas com as dores de parto, você fica sem saber se é o intestino querendo funcionar ou se é as contrações do parto, e para vocês, meninos, é parecida com a cólica renal.


Tudo bem, já vivo com essas dores há muitos anos, então, corri para o banheiro, senti que evacuei, mas as dores não passavam. Não gosto de incomodar a família, principalmente durante a noite, portanto fiquei no banheiro, me contorcendo, e as dores aumentando, de tal forma, que cheguei a perder os sentidos, talvez por alguns segundos.


Entre uma cólica e outra, corri para minha cama, me agasalhei e fiquei sem me mecher, até que elas voltavam e eu corria pro banheiro...


O que me assustou mais é que, não estava evacuando, mas senti escorrer alguma coisa e quando passei o papel higiênico, me dei de frente para o sangue, ai meu Deus, fiquei apavorada, acho que vocês podem até imaginar, não?


Tudo bem, pensei, deve ser algum machucadinho ou estou vendo coisas a mais.


Mas que nada, clareou o dia, eu não tinha dormido nada com as dores, fui novamente ao banheiro e aí, escorreu alguma coisa, fui verificar... mais sangue, não deu mais pra esconder o pânico, gritei, Walteeeeeer!.... Vem ver! Mostrei a ele. Então, ele começou a me acalmar, não é nada, deve ser algum machudadinho, fulano de tal tem isso, blablablá...blablablá... é ruim, heim?


As cólicas continuaram por todo o domingo, e o sangue também, fiquei apavorada, não queria ir para o Pronto Socorro, a não, nem pensar, sei lá o que eles iam investigar, não e não.


Fiquei nervosa, pedi então a Walter, que em momento algum, comentasse ou chamasse minha mãe, pois ela nesse momento está cuidando de uma amiga, que começou com um pequeno sangramento, dalí veio a biópsia, câncer, cirurgia, radioterapia, e minha mama está na maior preocupação, chegou naquela idade onde as notícias são, Nair, o Pêgo morreu, a Lourdes está no fim, a Mara teve um infarto, a não, isso não, já pensou, minha mãe, se fica sabendo, morre, com certeza.


Já eram umas onze e meia da noite, quando abri minha agenda, procurei os telefones de minhas médicas, e não é que encontrei um telefone residencial da Dra. Mônica? Aí, pensei, será que continua o mesmo? Me lembrei que foi na época da hespes zoster, no olho direito, que meu menino ia na casa dela buscar receitas e ela vinha em minha residência aplicar injeções no olho, nem quero me lembrar.


Então, telefonei, não exitei, e não é que alguém atendeu? Nessa altura, eu já estava em prantos, e perguntei por Dra. Mônica. Ela me atendeu, que bom, pensei. Quando relatei a ela, ela me respondeu, sangue é igual a hospital, você tem que ir, não adianta, não tens o que querer... Então fiz um acordo com ela.


Vou ficar bem quieitinha, agasalhadinha, não vou me levantar, onde posso te ver amanhã? Ela estaria no pronto atendimento, pertinho de casa, da Unimed, então combinei de vê-la antes de fazer qualquer coisa, prometendo, que se a coisa piorasse, eu iria para o hospital.


Na segunda-feira, tipo 14:oo horas, fui atendida por ela, minha norinha Evelyn me acompanhou. Ela fez um exame de toque, verificou que pela superfície não tinha nenhuma fissura, mas que eu tinha que ir, urgente, na proctologista.


Procurou então me acalmar, dizendo que o toque tinha provocado dor, devido aos pontos dolorosos da fibromialgia, que isso ela sabia que esses provocavam a dor da fibromialgia. Mas tinha que investigar, fibromialgia não provoca sangramentos, e que eu não devia atribuir tudo a essa síndrome, então lá fui eu com o encaminhamento urgente para a proctologista.


Nem preciso relatar que fiquei apavorada, meu mundo caiu novamente, aí pensei uma porrada de besteiras, pensamentos negativos mil, a depressão então, acho que também não há necessidade de falar mais nada.


Enfim, passei pela Dra. Lygia, urgente, acho que foi até no dia seguinte, e ela então fez um exame rápido no consultório, doeu pra caramba, mas essas eram dores da fibro, portanto não havia nada ainda que justificasse sangramento.


Pediu então um exame Colonoscopia, e lá fui eu, aí pensei, começou nova maratona, como aguentar mais essa?


O exame em sí, nada de mais, mas o preparatório... acabou comigo, provacando mais dores, eu já me alimento muito pouco e os medicamentos para limparem o intestinos, eram demais pra mim, foram umas vinte horas de dores insuportáveis, não conseguia mais me levantar para ir ao banheiro, então me colocaram várias toalhas na cama, e alí eu fiquei, só sentia sair água e mais água, e cólicas e mais cólicas, um horror...


Tudo bem, amigos, tupo passou, como tudo passa na vida, nada fica para a eternidade, então fiquei ansiosa, na espera do resultado.


Meu marido foi buscar o exame, mas não tocou nele, dizia não saiu é nada.


Como toda fibromialgica, gosto de estar sempre estudando, pesquisando, vocês acham que eu não iria abrir o exame até dia 11 de setembro? Que nada, abri e...


Diagnóstico: eleíte crônica com hiperplasia racional. Que bicho é isso? Corri para a telinha, entrei no google e lá fui eu pesquisar. Vou então tentar colar nesse documento um resumo do que significa:




Incrível, essa foi a primeira página que abri, e não é que meu filho primogênito trabalha justamente para a cyberdiet? É lógico que investiguei milhões de outras páginas, a ABCD ficou até de mandar folhetos explicativos pra mim, dei alguns testemunhos, não dá para esperar até dia da consulta... e ruim, heim?

Portanto, amigos, a ileíte crônica é conhecida como Doença de Crohn, tomei o conhecimento de que o aumento da ansiedade, aumenta o estresse, e o estresse também pode ser o responsável por essa enfermidade.

Lembrei do que postei em meu blog, sobre depressão e estresse, o quanto esse último pode fazer com os vários órgãos de nosso corpo, o perido do estresse é terrível, podem acreditar.

Parece ser uma doença que não tem cura, realmente existem as recaídas (explica as viroses, ou seja, as minhas crises de 6 em 6 meses, com diarréis, vômitos, falta de apetite, cólicas terríveis, vou para o hospital, não sai nada nem no exame de sangue, nem no exame de urina, aí então o médico de plantão diz: deve ser alguma virose). Volto pra casa abatida, desencantada da vida...

parece até música não?




Apesar de tudo, estou apenas há uns dois meses e meio na telinha, e minhas novas amigas e amigos da fibromialgia têm me ajudado demais da conta, não sei como estaria sem vocês, meus queridos, aguentaram meus desabafos, minha baixa auto-estima, e fiquei mais feliz ainda da amida Drica (Sandra) tomar coragem e abrir esse blog de tanta importância para todos nós, com certeza uma Associação Brasileira de Apoio aos Pacientes com Fibromialgia, está se fazendo necessária por demais, inclusive uma maneira de todas nós ajudarmos principalmente àquelas que nem internet conhecem, sem diagnóstico, e as que tem, sem medicamentos, com dores terríveis, recebendo alta do INSS, e outras que nem registro tem.

Quem sabe através dessa Associação e dos nossos médicos atuais, cada um de nós pode fazer alguma coisa, por pequena que seja, já tive oportunidade, de através da receita médica, comprar os remédios ou dividir os meus, conseguindo até algumas consultas com os meus doutores. Acho mesmo que não devemos ficar paradas, mesmo com dor, sempre tem algo que a gente consiga fazer.

Como dizia Betinho, é pouco, mas é uma gota do oceano, por que não?


Então amigos, esse relato servirá para vocês tomarem muito cuidado com as transformações que ocorrem em nosso corpo, e que nem todas as dores podem ser atribuídas à Síndrome da Fibromialgia.

Mas esta, infelizemente existe, não é coisa da cabeça, nem chilique de madame, está no Código Internacional das Doenças - CID, não permitam, jamais, que as pessoas os desrespeitem, nem mesmo os peritos do INSS, não desistam nunca de lutar, de correr atrás de seus direitos como ser humano dentro dessa Sociedade que se apresenta, a cada dia, mais ignorante e preconceituosa, tipo, "Você tem que ter força de vontade, levanta dessa cama!"!

Essas pessoas, com certeza, não conhecem a dor, e não praticam a misericórdia, ao invés de terem ouvidos generosos, falam demais da conta, sem sequer pensar em como suas palavras podem nos deixar mais vulneráveis às dores, a um nível baixíssimo da auto-estima, nos colocando numa situação muito desfavorável, acabamos com nossas energias enfraquecidas diante da ignorância, preconceito e discriminação em relação ao estresse, depressão, fibromialgia, fadiga crônica.


Espero que esse relato ajudem a todos vocês a ficarem espertos, a não ignorarem nadica de nada, aprendi que para tudo existe uma solução, e penso que, se a vida fosse fácil, não evoluiríamos jamais, com certeza.

Para todos da fibro, desejo a vocês... "FORÇA NA PERUCA"!

Um comentário:

Suely disse...

Cris, foi ótimo você ter deixado este artigo de esclarecimento..Você é maravilhosa, amiga. Que Deus a abençõe e a conserve assim, sempre disposta a ajudar os outros. bjs

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