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Oi !

É bom sabermos que somos lembrados.
Portanto, quando aqui estiver expresse-se com o coração! Ele não falha!
Beijos de chocolate

UM LUGAR AMIGO... PODE CHEGAR!!!!

UM LUGAR AMIGO... PODE CHEGAR!!!!

Algumas coisas precisamos lembrar sempre... Como o abraço um abraço muito gostoso!!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

FEOCROMOCITOMA

Hoje, 21 de outubro de 2010.

 

Pois é, mais um dia…

Entre aqui para chegarem a esse diagnóstico, dia 01.10. Saí dia 13, e retornei dia 18.

Que nome de doença é essa? Muitos devem estar se perguntando.

Saiba que também fiz essa mesma pergunta.

Depois de pesquisar muito na net, foi difícil digerir tantas informações.

O nome já por si, parece não ser nada bom. As informações dão conta de realmente não ser.

Vou tentar dar um breve resumo do que é FEOCROMOCITOMA.

Mas não se deixe levar por tais informações… Aprendi que apesar de obtermos tantas informações, cada corpo age e reage de forma única. Somos seres únicos, individuais.

Vamos ao Google para essa pesquisa…..

 

Feocromocitoma

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Feocromocitomas são tumores, geralmente benignos, de células cromafins, formados por células produtoras de substâncias adrenégicas, como a Adrenalina. Costumam se localizar nas glândulas adrenais, ou suprarenais, mas podem ter outras localizações. Esse tipo de tumor raramente responde a quimioterapia ou radioterapia, necessitando de intervenção cirúrgica. Os feocromocitomas são de difícil visualização, muitas vezes sendo necessária uma cintilografia com iodo radioativo, quando não são localizados através de tomografia ou ressonância magnética.

20% são familiares (Autossómico dominante). Podem também estar associados a NEM tipo 2A ou NEM tipo 2B.

Podem ser "silenciosos", sendo um achado fortuito de uma autopsia, mas podem ter os mais variados graus de sintomas, sendo os mais intensos os das chamadas crises adrenérgicas. Neste caso, o portador apresenta crises súbitas de aceleração do coração, com grandes elevações de pressão arterial, dor de cabeça e sudorese.

O diagnóstico laboratorial é melhor evidenciado pelas dosagens das metanefrinas plasmáticas.

É uma causa potencialmente curável de Hipertensão arterial, embora extremamente rara.Ocorre em 0,1%dos hipertensos, mais frequentes na 3ª a 5ª década.

Ícone de esboço
Este artigo sobre Medicina é um esboço.

 

 

2ª Pesquisa…  http://www.unifesp.br/ddi/diag/revista_on_line/uro_online/casos/casos_julho_99/feocromocitoma/feocromocitoma.htm

Caso nº 04
22/ julho /99

Apresentador
Dr. Marcos de Paula Nogueira

Revisão Urologia
Dr. Nelson Gattaz

Revisão Imagem
Dra.... Suzan Menasce Goldman, Dr. Renato Ximenes, Dra.... Maria Rita Bezerra, Prof.... Dr. Jacob Szejnfeld

Data publicação na Rede
26 / julho /1999

Feocromocitoma

Introdução:

O feocromocitoma e doença rara, potencialmente fatal , porem facilmente controlável, com mínima morbidade quando diagnosticada precocemente. Sua incidência e de 0,1% nos hipertensos diastólicos, sendo mais frequente entre a 3a e 5a décadas de vida, sem predominância sexual.

Fisiopatologia:

O feocromocitoma origina-se dos tecidos cromafins do sistema nervoso simpático, sendo classificado segundo sua origem em:

1). Familiar - incluindo feocromocitoma familiar simples, neoplasia endócrina múltipla (NEM) IIA e IIB e as facomatoses ( neurofibromatose, von Hippel-Lindau, esclerose tuberosa e Sturge-Weber);

2) Esporádica. Quanto a localização: mais de 90% das vezes os feocromocitomas estão abaixo do diafragma, preferencialmente do lado direito na razão de 2:1. Aproximadamente 85% a 95%, localizados na medula adrenal, com igual frequencia de lados. Ocorre bilateralmente em cerca de 10% dos tumores adrenais esporádicos e 50% dos familiares. Aproximadamente 10% são multifocais no momento do diagnostico. Tem localização extra-adrenal em 10% dos casos (para gangliomas), desenvolvendo-se na bexiga ou no órgão de Zuckerkandl e, menos frequentemente, no coração, próstata, corpo carotídeo e pescoço.

Morfologicamente é um tumor encapsulado e altamente vascularizado com peso médio de 100g e de coloração cinza-pálido ao corte, de padrão histológico lobular, com células formando grandes trabéculas ou pequenos alvéolos, pontilhados por sinusoides de paredes finas, não existindo definição citológica de malignidade. Na microscopia eletrônica, apresenta-se como vesículas repletas de epinefrina e norepinefrina. O feocromocitoma produz predominantemente catecolaminas, podendo produzir ainda ACTH (hormônio adrenocorticotrófico), fator natriurético atrial e VIP (polipeptideo vasoativo intestinal). A secreção de hormônio liberador de corticotrofina, fator liberador de hormônio de crescimento, somatostatina e peptídeo histidina-metionina e indicativo da origem adrenal do tumor. O caráter maligno da doença depende da presença de metástases e ocorre em 10% dos casos. Estas acometem linfonodos, ossos, pulmão, fígado, cérebro, epiplon e cordão espinhal. Fatores prognósticos de malignidade são: grande volume tumoral, extensão local da doença no momento da cirurgia, padrão aneuploide ou tetraplóide do DNA e invasão vascular. A hiperplasia medular adrenal difusa ou nodular precede e acompanha o desenvolvimento do feocromocitoma e não e detectada por "screening" bioquímico de dosagem de catecolaminas na urina de 24 horas.

Manifestação Clinica:

A tríade clinica clássica inclui: cefaléia, taquicardia e diaforese, existindo um grande numero de sintomas não específicos relacionados com a liberação de catecolaminas, variando em frequencia e intensidade. Entre 2% e 15% dos pacientes com feocromocitoma são normotensos. Hipotensão ortostática , presente em 40% dos casos, e decorrente da redução do volume plasmático e dos reflexos posturais. Os pacientes que devem ser avaliados para presença de feocromocitoma são: jovens com crises de hipertensão; com hipertensão e inicio ou piora de diabetes mellitus; e que apresentam crises hipertensivas apos anestesia, manipulação cirúrgica ou medicação; familiares de pacientes com feocromocitoma familiar ou com NEM. A hipertensão pode ser sustentada em 50% das vezes, ou paroxística. Os níveis plasmáticos elevados de norepinefrina ( ? 10 vezes o normal ) são relacionados a hipertensão sustentada e níveis elevados de epinefrina (? 5 vezes o normal) tem associação com paroxismos. A resistência insulínica, com hiperglicemia e mediada por dessensibilizarão b adrenérgica Diagnostico Diferencial Os principais são: hipertensão associada a ansiedade, estado tensional, síndrome do pânico, enxaqueca severa, hipertireoidismo, menopausa e uso de medicações ( anfetamina, fenilefrina, isoproterenol, cocaína, efedrina, pseudoefedrina, auto-ingestão de agentes pressores).

Diagnostico:

"Screening"

A dosagem bioquímica de catecolaminas plasmáticas e de metanefrinas, normetanefrinas e do acido vanil mandélico na urina de 24 horas são usados para evidenciar a hipersecreção de epinefrina e norepinefrina. Esses valores tem maior sensibilidade quando dosados por cromatografia ou radioimunoensaio. Não ha método bioquímico isolado ou produto dosado do feocromocitoma com 100% de diagnostico na detecção do tumor, apesar das catecolaminas plasmáticas acima de 2.000 pág.../ml, praticamente fecharem o diagnostico.

Teste de supressão com clonidina:

A clonidina e um a1 agonista de ação central, que inibe a liberação de catecolamina neuralmente mediada, mas sem influencia na liberação autonômica e periférica de catecolaminas, distinguindo o feocromocitoma das elevações de catecolaminas provocadas por estresse. Este teste somente esta indicado para pacientes cujos resultados das dosagens bioquímicas iniciais não foram suficientemente claras, com valores plasmáticos de norepinefrina entre 500 e 2.000 pág.../ml. Os valores normais deste teste são: nível plasmático mínimo de norepinefrina de 500 pág.../ ml ou menos ( o mais sensível, com 97% de sensibilidade); ou diminuição maior que 50% do nível de norepinefrina ; o nível mínimo plasmático de catecolaminas totais ? 500 pág.../ml ( o mais especifico, com 96% de especificidade), e a concentração plasmática total de catecolaminas ? 500 pág.../ml ( o de maior acurácia = 92%).

Teste de estimulação com glucagon ou metoclopramida:

É um teste de alto risco, exigindo monitorização adequada, de aplicação extremamente limitada, somente para pacientes com forte suspeita de feocromocitoma e com repetidas dosagens bioquímicas revelando catecolaminas pouco elevadas, não o suficiente para o diagnostico, e com pressão arterial não elevada no momento do teste.

Localização:

A localização do feocromocitoma e feita com a utilização dos seguintes procedimentos radiológicos: tomografia computadorizada: com 85% a 95% de acurácia na localização de massas adrenais de ate 1 cm, não possibilitando a diferenciação entre feocromocitoma e metástases; ressonância nuclear magnética: que possui a capacidade de diferenciar feocromocitoma de adenoma ou carcinoma; mapeamento adrenal com I131 meta-iodobenzilguanidina (MIBG), de estrutura molecular semelhante a norepinefrina e que se concentra nas vesículas de estocagem de catecolaminas, possui 88% de sensibilidade, 100% de especificidade e 94% de acurácia na localização do feocromocitoma de ate 0,2 g de peso, de localização adrenal ou extra adrenal.

Terapêutica e Tratamento:

O tratamento definitivo ressume-se na ressecção cirúrgica do tumor, com índices de morbidade e mortalidade de 40% e 2%, respectivamente. A abordagem pode ser por lombotomia ( menor morbidade porem sem possibilidade de exploração de adrenal contralateral), por laparotomia transversa ( indicado nos casos de tumores bilaterais ou em feocromocitoma familiar para exploração intra operatória do lado contralateral, ou em casos de suspeita de tumor extra adrenal) ou por vídeo cirurgia - laparoscopia ou retroperitoneoscopia. Os passos cirúrgicos devem se basear na mínima manipulação tumoral para evitar tempestades adrenérgicas, ligadura precoce da veia adrenal, e exploração de todo local provido de tecido cromafin, quando o tipo de abordagem assim permitir. A adrenalectomia profilática contralateral ao tumor, não deve ser realizada porque apenas 1/3 dos pacientes com feocromocitoma familiar unilateral desenvolvem tumor na adrenal contralateral.

O preparo pre-operatório deve ser realizado o mais precoce possível, com o uso de bloqueadores a-adrenérgicos, que causam expansão volêmica se iniciados 2 a 3 semanas antes da cirurgia, podendo ser utilizados a fenoxibenzamina ( de ação mais prolongada)ou o esporádicos ( com ação de 4 a 6 horas, tendo menor incidência de hipotensão no pôs operatório). Os bloqueadores do canal de cálcio também propiciam um bom controle pressórico pre e intra operatório, porem levam a hipotensão ortostática no pôs operatório. Os b-bloqueadores são contra indicados se o controle pressórico com os a-bloqueadores for conseguido, e só serão utilizados caso ocorra taquicardia (frequencia > 120 bpm) ou taquiarritmia, angina pectoris, ou nos tumores secretores de epinefrina, predominantemente.

O controle intra operatório da pressão arterial e feito com a administração de mesilato de fentolamina endovenoso ( de ação mais duradoura, porem pode levar a taquicardia), ou nitroprussiato de sódio ou nitroglicerina. O controle da taquicardia intra operatório e feito com esmolol (b-bloqueador de curta duração). Deve-se evitar agentes anestésicos como: succinilcolina, atropina, escopolamina, curare, morfina, atracurio e trimetofano. Os cuidados pôs operatório incluem reposição volêmica de 3 a 4 vezes o normal, para se evitar hipotensão; controle glicêmico devido hipoglicemia dada por elevação súbita dos níveis de insulina.

O seguimento dos pacientes deve ser realizado por: dosagem de metanefrinas urinarias e catecolaminas plasmáticas na primeira semana de pôs operatório e anualmente por pelo menos 5 anos; monitorização da pressão arterial mensal no primeiro ano, e semestral a partir de então. Os resultados mostram 97% de cura dos casos com hipertensão paroxística e persistência da pressão arterial elevada em , 25% a 35% de todos os casos durante a evolução. A recorrência do tumor, benigna ou maligna, pode ocorrer ate o 40o ano pôs operatório, portanto os casos devem ser seguidos por toda a vida. A evidência bioquímica do tumor precede as manifestações clinicas causados pelo aumento das catecolaminas. A sobrevida dos pacientes tratados e de 95% em 5 anos, diminuindo para 45% nos casos de tumor maligno

Referencias bibliográficas

1. Werbel S.S., Ober K.P; Pheocromocitoma - Update on diagnosis, localization and management. In: Endocrine Emergencies - Medical Clinics of North America, 1995, 79 (1): 131-48.

2. Srougi M, Simon S.D.; Feocromocitoma - In Câncer urológico, São Paulo - SP 1990

3. Faical S., Shiota D.; Feocromocitoma: atualização diagnóstica e terapêutica - Rev Ass Med Brasil, 1997; 43 (3): 237-44.

4. Young, Jr. W.F.; Pheocromocitoma: issues in diagnosis and treatment - Compr Therapy, 1997; 23 (5): 319-26.

5. Winfield H.N., Hamilton B.D., Bravo E.L., Novick AC.; Laparoscopic adrenalectomy: the preferred choice? A comparison to open adrenalectomy. - J. Urol, 1998, Aug, 160, 325-29.

 

Depois de tudo lido e assimilado, não há outra alternativa que não a de olhar para frente e enfrentar o que vier.

Uma amiga, pensa como eu… “Somos como bambu. O vento pode nos envergar, mas quebrar? É quase impossível!

Quero continuar a receber todo o apoio que venho recebendo. Isso ajuda a me fortalecer.

O carinho de cada amigo ou amiga, o amor de meu marido, o amor de minha família, e a atenção e carinho dos médicos que me assistem.

Deus está a frente de tudo isso, é claro!

Na minha fé me fortaleço.

Não estou passando por isso a troco de nada. Estou levando e aprendendo novas lições todos os dias.

Não posso me fazer de vítima, e deixar a tristeza me tomar. A energia que tenho serve e continuará a me dar forças para enfrentar o que vier.

Muitos tem me apoiado nesse momento. A todos eles eu quero agradecer.

Não sei o que está por vir… Mas sei que estou pro que der e vier!

Obrigada meu Deus por me servir pratos fartos de fé, paciência e energia.

Continue a iluminar os médicos que me assistem. Eles também em ti crêem.

 

Beijos para a vida!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Estou lutando outra vez!

Piegas isso não?
Pode até parecer, mas não é!
Um dia nos cansamos da luta diária, e nos damos ao luxo de descansar. Quando tudo vai bem, é fácil levar todo o resto numa boa!
Porém, se as coisas começam a fugir ao controle, nossos sinais de alerta todos se acendem.
Assim me sinto agora!
Sei todos os porquês, os como, e o que esperar. Porém, a última opção é a mais difícil de se levar a cabo.
Mas eu tenho um Deus ao meu lado, e Ele nunca me abandona.
Religião?? O que é isso? É preciso ter religião para aceitar e crer num Deus, que é pai, e nosso mentor intelectual em tudo que precisamos e fazemos?
Eu não preciso!
Eu tenho é muuuuuuuuuuuita fé N'Ele.
Só preciso de um tempo para refletir e digerir tudo isso, novamente.
Creio ser uma reação normal.
Vencer sempre sem dar o devido valor às conquistas, não é sentir-se vitorioso; mas sim uma pessoa que está passando por mais uma pedrinha na vida.
Eu valorizo cada pedrinha que se interponha em meu caminho. Sempre aprendo algo, ao contorná-la.
Só não percebe quem não quer, ou até porque mantém sua vida no piloto automático.
Não quero ser assim.
Já deixei muitas coisas de lado, sem lhe dar a devida importância. Não posso voltar a trás. Mas posso fazer meu presente e meu futuro diferentes.
É isso que decidi fazer. Viver, além dos problemas que surgirem.
Não sou de aço, ou de qq outro material sobre humano. Sou de carne e osso como qq outra pessoa.
"Viver, e não ter a vergonha de ser feliz... Cantar e cantar e cantar..."
Fácil não é... mas não é impossível!
Viver é uma arte, como viver é a conquista!

terça-feira, 27 de abril de 2010

É triste, mas tenho que confessar! É meu desabafo!


Olá a todos!

Pensam que eu havia desistido? Nãooo! Enganaram-se!
É que como acontece na vida da maioria das pessoas, passei por um longo período sem querer escrever, ler, e até mesmo falar. Foi um verdadeiro Tsunami na minha vida. Arrebentou tudo, quebrou muita coisa, levantou muita sujeira que estava quieta no seu cantinho, fez uma verdadeira bagunça na minha cabeça, e por consequência no meu organismo.
É assim que reagimos quando algo grande e demorado passa por nossa vida, normalmente. Foi isso que aconteceu.
Saí de São Paulo, até por aconselhamento médico. Para tentar viver um pouco mais, com qualidade de vida melhor. Vim para a cidade de Itanhaém/SP. Vivo na Praia do Sonho. Um lugar paradisíaco!!! Nada tenho a reclamar. Até mesmo para aquelas pessoas que dizem ser o mar morto fora de temporada. Pois pra vocês eu digo: “Não é não!” Não busco muvuca, ou agitação. Já passei dessa fase! Já curti tudo isso, muito bem curtido. Agora quero é mais é paz e sossego. E aqui encontrei tudo isso e mais um pouco.
Gente cordial, gente “desencanada”, gente que quer viver melhor, gente que preza o lugar onde vive.
Em Sampa não é possível ter nada disso. Eu já nem conseguia respirar, acreditem. Já aqui não... Eu tenho ar de verdade em meus pulmões.
Quando sou obrigada a ir a São Paulo, começa meu stress por antecedência. No dia então, suo frio, fico tensa, minha respiração fica curta, e não vejo a hora de voltar. Essa cidade em que nasci e me viu crescer foi muito madrasta comigo. Pouca coisa boa ela me deu.
O que de bom ela me deu foram os amigos e meu amor.
Nessa cidade tive que lutar muito, para acabar a mingua, pedindo e esmolando.
Logo você entenderá porquê!
É difícil até começar tudo isso. São tantos inícios, com o mesmo final. Seria uma leitura fadonha, mas verídica.
Mas possa destacar um fato entre tantos. Foi quando diagnosticaram que sou portadora da Síndrome de Fibromialgia. Alguns já estão com os ouvidos acostumados a esse termo, outros nem tanto. Porém pergunto: Será que realmente ambos os grupos realmente sabem o que é a Síndrome de Fibromialgia?
Pois é... Não vou ficar aqui a discorrer sobre o assunto, mas sim suas conseqüências no âmbito familiar, por quem diz conhecer e compreender o paciente e seus sintomas.
Talvez os médicos ou o grupo multidisciplinar não tenha atentado a esse fato, mas ele está ocorrendo comigo. E quem sabe com mais algumas(uns) milhares de portadores também. “Falo da família que no intuito de “proteger”, de “resguardar”, de “achar que compreende” nos tomam como “frágeis”, como “sensíveis de modo extremo”, como “retardados e/ou incapazes” no sentido jurídico da palavra - devido aos medicamentos e aos sintomas da síndrome, fazendo com que nos tratem como dementes, incompetentes, insanos, impotentes e repetindo... Incapazes juridicamente. Isso faz com que tomem atitudes em nosso lugar, pensem por nós, porque não nos julgam capazes de pensar com discernimento. Afinal estamos sob efeito de tantos medicamentos, temos tantos sintomas que passamos a ser incapazes de raciocinar com clareza e responsabilidade. Passamos a ser crianças adultas que precisam de alguém que nos conduza na vida.
Vivemos sob o efeito de “drogas” muito fortes que não nos deixam capazes de guiar um carro, tomar conta de uma família, de ter o espírito da razão a seu favor.”

Infelizmente, eu estou passando por isso.
Quando sentei-me com minha família para explicar o que era a Síndrome de Fibromialgia, deixei claro que meu caso não era dos mais graves; porém que eu precisava de tratamento de alguns profissionais para poder controlá-la. Por infelicidade do destino, passaram a ler a bula dos medicamentos, e ficaram espantados com o que ela dizia. Isso os levou ao pânico geral.
Deixei-os livre para procurarem meus médicos para esclarecerem suas dúvidas. No início aceitaram a idéia. Mas entre aceitar e ir existe um “enorme abismo”. Até hoje acreditam que os médicos estão me envenenando. Boicotam a compra dos medicamentos (Acreditem!!!) São pessoas de idade avançada, que para convencer do contrário, só Jesus vindo a terra para isso.
“Os médicos não sabem nada! Ficam te usando de cobaia!”
Como estou há mais de um ano sem receber qualquer real por parte da empresa ou do INSS fiquei totalmente dependente deles.
Hoje posso contar com a ajuda de meu namorado, que compreende a situação.
Mas isso me magoa muito. Queria poder comprar eu mesma com meu próprio dinheiro, sem ter que incomodar ninguém. Afinal é um direito meu, que o governo está cerceando, por motivos escusos. Paguei durante tantos anos, e agora quando mais preciso... fico dependente de alguém, ainda que por amor.
Como se já não bastasse o motivo que me levou ao afastamento desde 2001 até 2009; agora em 2010 surgiu mais um. Uma nova hérnia na coluna cervical que já está pressionando a medula e prejudicando e tornando dolorosos e sem força os movimentos de meu braço esquerdo.
A cirurgia é de risco, como já avaliaram dois neurocirurgiões de alta competência. Posso ficar paraplégica ou muda.
Os movimentos do braço estão muito prejudicados, só eu sei.
Mas não sou mulher de entregar os pontos. Quem me conhece sabe. Eu enfrento de frente o perigo, se preciso for. Porém, dada as circunstâncias de relacionamento não é possível que eu me sinta bem ficando junto com minha família. Seria muita pressão, discussão, ... sem clima para uma boa recuperação.
Queria entender pessoas que oram/rezam pedindo graças ao Senhor Nosso Deus, quando dentro delas convivem com julgamentos, com preconceitos, com maledicências, com maldades obscuras. Como conseguem conviver com isso, e pedem algo a Deus?
Confundem minha cabeça!
Não sou nada perfeita, nem tenho a pretensão de ser. Vixe!
Mas, coisa que não sei ter é preconceito! Aceito as pessoas como elas são, para que elas também me aceitem como sou. Cheia de falhas, de defeitos, de imperfeições.
Assim, quem agora me lê, se você é médico ... atente para o que já descrevi sobre o apoio consciente do lado familiar. Se você é fibromiálgico e está passando pelo mesmo que eu, escreva sua experiência aqui também, quem sabe alguém resolve fazer alguma coisa? Se você é um parente de um fibromiálgico preste mais atenção ao seu comportamento para com ele ou ela. Ela ou ele não tornou-se um retardado(a)! Converse com ele(ela) para saber do que mais necessita, certo? Não vai custar nada!!!
E se for possível, converse com o médico que faz o acompanhamento. Você irá aprender muito com isso também.
Chega de mitos, ou de criar mitos!

domingo, 9 de novembro de 2008

5 MESES JÁ SE FORAM APÓS A ÚLTIMA POSTAGEM...





Gente, hoje ao entrar em meu blog.. depois de longo tempo... eu me dei conta do seguinte...


"Um dia depois de haver publicado o tema anterior, eu fui internada. Por conta de uma enorme crise de dor de cabeça, que depois vim a saber que era enxaqueca, e com muita dor no corpo; em decorrência da fibromialgia."Um dia depois... Só um dia depois!!!


Como o corpo age e reage por conta própria, ou como pensam os psicólogos e psiquiatras... "o corpo fala o que a mente sente", ou vice-versa, sei lá...



Mas o que é mais importante é que hoje sinto-me igual. Lá se foram cinco longos meses, e muitas coisas mudaram. Infelizmente, só para mim.


Retornei ao velho e cansativo círculo vicioso, degradante, humilhante, inescrupuloso, e insensível que é o INSS. Círculo esse que fui obrigada a entrar desde maio/08.


Tentativas de colocar os trens sob os trilhos?


Ah, foram muitas!


E continuo a lutar. Perdi várias batalhas, fiquei feridas por diversas vezes também.


Penso que querem me abater. Aliás, não só a mim, mas a todos os aposentados, pensacionistas, os beneficiários de maneira geral. Ou melhor dizendo... só querem que paguemos, que continuemos a pagar religiosamente, sob diversas penas... porém não venham reclamar seus direitos depois, certo?! Assim fica combinado. Ah, aliás são eles que mandam!

Só para que fique claro...

Aos beneficiários idiotas só resta ficar de "bico" fechado.


Fala-se ao povo aquilo que "alguém" acredita que o povo deva saber. Ir além disso, já seria um abuso, um dispaltério, um descalabro.


Imaginaria alguém estranho à minha síndrome....

"Imagina! Alguém dizer que tem problemas de atenção, de concentração, de reflexos, e sente dor vinte e quatro horas do dia que são amenizadas com analgésicos mais específicos; escrever um textos destes?????

Ah, como pode????


Eu vou lhe responder.


Simples! Basta vivenciar tudo que neste blog descrevo durante vinte e quatro horas de sua vida, viver a revolta de ser manipulada fisicamente e mentalmente, ser violentada em seus direitos, ser cidadã sem voz e ignorada. Você não precisaria de muito estudo para escrever estas poucas linhas. Porque estas questões martelam noite e dia em sua cabeça, durante vinte e quatro horas, sem ninguém que as possa responder.


Durante estes cinco últimos meses meu estado de saúde vem piorando, e tenho que provar isso. Como? Se uma das doenças, e é a que potencializa qualquer dor, não pode ser comprovada?


Como convencer que sua coluna está piorando a cada dia que passa? Que você toma uma infinidade de remédios para manter-se em pé, e conseguir trabalhar?

Será que no futuro, alguém se responsabilizará por danos causados à minha saúde, decorrente do uso de tantos medicamentos, durante tanto tempo???

Ahah duvido!!


Se estando assim, ninguém se responsabiliza... imaginem depois!


Ah, mas neste momento o que quero expor é minha total indignação, minha raiva, minha angústia, meu desespero em saber que vivo num país tropical, abençoado por Deus; porém, com algumas pessoas que não o merecem!


Ah, se eu pudesse falar a todos os cantos. Ah, seu eu pudesse fazer ouvir minha voz. Ah, se eu pudesse obter respostas às minhas perguntas. Ah, se eu pudesse voltar a sentir-me viva.


Os sentimentos que restaram dentro de mim não são tão lindos, nem tão nobres.

Não são simples, nem tão pouco "chiques"!

São sentimentos de quem se vê manipulada,

Que sente dor,

Física e Emocional.


A dor da inércia,

A dor do abandono,

A dor da ignorância,

A dor da desilusão,

A dor da perda,

A dor em minha coluna,

A dor em minhas pernas,

A dor de cabeça,

A dor nos braços,

É só sentir dor!


E para essas duas dores ninguém encontrou a solução, ainda!


E pior, ...


Como comprová-las????


Ah! Mas isso não vem ao caso... Ora!!!!!! Certo?


segunda-feira, 9 de junho de 2008

QUE GOSTO AMARGO TEM A VIDA ÀS VEZES!



















Nos últimos meses tenho passado por experiências muito difíceis.
Tão difíceis, que tenho perdido o controle sobre mim.
E por vezes, não tenho me encontrado.
E em outras tantas, nem sei a que estou.
Na maior parte finjo não saber...
Finjo não sentir...
Finjo não me importar...
Finjo não querer...
Finjo que ... Está tudo bem!
Mas...
Sei que posso estar decepcionando muita gente.
Sinto muito!
Mas também sou gente, também me dói, também me sangra por dentro.
Penso também em desistir de tudo. Vejo-me perguntando... Por quê? Para que? Vale?
As respostas?
Nem eu sei mais quais são.
Se o mundo perdeu seu rumo, sua direção, seu ritmo... eu também!
Os valores estão cada vez mais e mais se invertendo. Se o menor aviso, sem a menor compostura!
Simplesmente se impõem!
Porém, eu não estou conseguindo acompanhar estas mudanças.
Sou do tempo da verdade, da lealdade, do carinho, da beleza de acordar pela manhã e sentir prazer em sair para o trabalho. Sou daquelas que tem esperança que se pode encontrar jeito pra tudo, menos para a morte.
Sou daquelas que crê na sensatez!
Sensatez... é isso que mais tenho sentido falta nos dias de hoje.
Os homens mudam os valores, e perdem a sensatez.
Eu me sinto no meio do fogo cruzado.
Totalmente sem forças, sem fôlego, sem encontrar o caminho que me pertence ... por direito.
Não posso negar que penso em parar no meio da estrada. Não seguir mais!
Simplesmente parar!
Porém, isso também não está tão claro em minha mente e em meus pensamentos.
Como também não está a compreensão para tudo que tenho passado.
Minhas preocupações, minhas indagações, meu estarrecimento, minha coerência, minhas convicções... estão se perdendo... não se encaixam mais nos dias de hoje...
Sinto-me como um dinossauro em pleno século XXI. Totalmente fora do tempo e do espaço.
Onde fica meu lugar?
Estou sendo obrigada a trabalhar mesmo sem condições físicas e emocionais.
O trabalho que para mim sempre foi minha satisfação e meu orgulho.
Hoje, meu corpo não acompanha mais minha mente. Ao contrário, ele já ganhou vida própria. Ele nem me escuta mais.
Amo dirigir... é uma paixão que sinto desde menina, quando ainda nem dirigia. Porém, eu podia dirigir em meus sonhos... Nossa! E como dirigia.
Hoje, sinto que aos poucos nem isso poderei mais.
A dor... não posso compará-la... cada um de nós deve conhecer seu limite. Eu já conheço o meu, e sinto agora que já estou ultrapassando. Já estou sem forças para continuar a remar contra essa maré.
Sinto que também que não é outra pessoa que poderá suprir esses meus abismos de necessidades.
Sou eu mesma!
Mas não posso mais suportar tanta dor.
E eu preciso trabalhar! Eu preciso saber que no final do mês tenho aquela quantia disponível para minha sobrevivência e subsistência.
Mas do jeito que está...
O SISTEMA está me engolindo, está me desfazendo, está me intimidando, está me levando para um caminho que nem mesmo sei se conseguirei voltar.
Conheço a luta de muitas pessoas. As dificuldades que passam muitas pessoas. Os sonhos de muitas pessoas.
Mas não conheço a força interna de nenhuma delas.
Você pode passar por situações de diversas formas... Não pensando em nada ou não pensando em tudo! Ignorar ou Atender. Precisando ou não precisando.
Sei lá, quantas outras maneiras mais existem...
Não desprezo ou menosprezo a nenhuma delas. Sou solidária a todas as formas.
Mas de todas elas, eu posso dizer que só conheço a fundo uma; a minha!
Eu faço tudo para poder ser equilibrada, sensata, ponderada. Mas já sinto não ter esse controle mais.
Fé?
Dessa eu não me solto.
Sinto que Deus tem seus propósitos, e nunca os indago.
Peço sempre que Ele me dê compreensão e sabedoria para conduzir minha vida.
Porém, agora não estou conseguindo nem mais sentir ou perceber nada.
É como eu disse... Já não me sinto mais!
A imagem que coloquei é porque prefiro pensar assim.
Não consigo mais caminhar. Prefiro pensar que Ele me leva agora.
Não culpo ninguém, não cobro nada de ninguém. São meus esses problemas.
E sei que me isolo quando isso acontece. Eu simplesmente sumo, entro em estado de clausura... Ah, se eu pudesse!
Sabe, se não tenho nada de bom a dizer, a transmitir prefiro ficar calada.
Problemas todos temos. E eu não quero e não vou dividir aquilo que só eu posso resolver.
Solidariedade sei que posso receber de muitos... Isso é demonstração de carinho e afeto. Nada substitui. Nada se compara.
Porém sei que com isso transmito e levo também a preocupação, a tristeza, o aborrecimento, a indignação. Ou seja, transmito tudo que levo em meu coração.
E não quero ver ninguém sofrendo ou preocupado comigo. Quero e desejo alegria para todos. Não quero ser motivo de tristeza e de preocupação para ninguém. Isso não!
E no momento eu preciso de soluções, e de soluções práticas. E só eu posso encontrá-las. Eu é que devo ir atrás.
As vezes sinto que não tenho forças para lutar contra o SISTEMA.
Sinto que não tenho mais por que lutar.
Sinto que não posso mais seguir.
E de repente a onda me leva. Nem sei como!
Mas eu vou!
Forças estou tirando já nem sei de onde. Se havia alguma reserva, sei que já as estou usando.
Como reabastecer, ou melhor, revigorar? Eu não sei. Porque não encontro momentos para isso... Tudo tem sido muito pesado, muito oprimido.
Não sei até quando irei suportar tanta pressão.

Nunca imaginei que me sentiria assim... sentindo a vida tão amarga!

sábado, 31 de maio de 2008


Faz tanto tempo, não?!
Sim! Faz!
Mas eu estava no meu estado "conchal" (PERMITA-ME ESSE DESLIZE!)
Não sei o que acontece, mas eu parecia querer correr do mundo... e de todos...
Eu precisava encontrar meu Norte,colocar-me no prumo novamente.
Eu ainda sinto que estou trilhando para esse caminho... E tenho contado com o carinho e a compreensão de tantas pessoas, de amigos mesmo.
É sentimento raro esse nos tempos de hoje...
A música mais uma vez está conseguindo milagres comigo.
Sinto energia,
sinto pureza,
sinto o calor
sinto o vento
sinto a energia vibrar dentro de mim!
Eu preciso encontrar e seguir meu caminho... E a música, me faz parecer isso mais fácil e muito menos árduo.
Sei que posso, sei que quero, mas...
Mas...
Mas...
Um dia de cada vez!
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